Indiana Pacers 96x102 Washington Wizards
O Pacers, primeiro colocado do Leste, não joga absolutamente nada há 3 meses. Venceu os Hawks (sem seu melhor jogador, com um time bem fraco) no sufoco, e, dentro de casa, jogou mau e o placar teria sido bem mais aberto se o Indiana não tentasse reagir quando já era tarde demais. Seu ataque não tem movimentação de bola, nem jogadas inteligentes e nem mesmo alguém que possa pontuar com facilidade no um-contra-um (alguém como Jamal Crawford, por exemplo). Basicamente alguém do Indiana bate a bola por 15 segundos depois passam a bola para George, West ou Scola que, com os 24 segundos quase terminados não tem o que fazer a não ser forçar um chute de média distância.
O Wizards, por outro lado, foi muito bem. Dominou tranquilamente o time treinado por Vogel nos rebotes, foi para as linha do lance-livre, e mesmo sendo um time jovem, não sentiu a pressão, conseguindo roubar o mando de quadra na série melhor-de-7.
Oklahoma City Thunder 105x122 Los Angeles Clippers
Para mim, o Thunder era favorito nessa série, mas começar perdendo em casa nunca é bom, principalmente quando foi dominado do começo ao fim. São partidas como essa que mostram o quanto o time perdeu com a saída de James Harden e com a permanência do técnico Scott Brooks. O plano de jogo ofensivo de Oklahoma City é composto por basicamente jogadas de Kevin Durant ou Russel Westbrook no um-contra-um, que funcionam na temporada regular, mas nos playoffs, quando as defesas ficam muito mais inteligentes, por conhecerem melhor seus adversários, isso muitas vezes não funciona, e com a saída de James Harden, o time não tem alguém que venha do banco e traga algo a mais, que faça com que a bola se movimente mais e mais do que isso, por ser alguém que a defesa não pode simplesmente ignorar (como faz com Sefolosha, Perkins, Adams e basicamente todo mundo do Thunder fora Durant e Westbrook) para mandar 2 ou mesmo 3 jogadores para qualquer ataque de um da dupla.
O Clippers, contando com uma performance sensacional de Chris Paul (que fez OITO bolas de três, apesar de não ser conhecido como um chutador especialmente bom) e com excelente movimentação de passes, que deixaram as rotações defensivas do Thunder no chinelo, dominou o jogo do começo ao fim, mesmo com Blake Griffin sendo anulado por Serge Ibaka (que deve continuar a pará-lo).
Miami Heat 107 x 86 Brooklyn Nets
O Nets foi montado para bater o Miami. Joga com uma escalação que pode aguentar as jogadas de "post-up" de LeBron sem precisar de 2 defensores, que usa poucos pick-and-rolls (coisa que o Heat é mestre em defender), tem um jogador de perímetro como ala-pivô (assim como o Heat, e por isso a presença de LeBron como ala-pivô não os incomoda) e jogadores experientes que não tem medo das estrelas do time da Flórida. Foi assim que bateram o Heat em todas as 4 vezes que se enfrentaram na temporada regular. Ontem à noite, foi tudo pelo ralo. As rotações defensivas do Nets simplesmente não foram ágeis o suficiente para parar as bolas de 3 do Miami (principalmente as de Ray Allen) e isso levou o Heat à vitória.
San Antonio Spurs 116 x 92 Portland Trail Blazers
O Spurs entrou nessa série como favorito, e, pelo menos na primeira partida, confirmou seu favoritismo. Essa partida eu não assisti, mas aparentemente (analisando as estatísticas) o Spurs venceu por ter muito mais assistências e por conseguir chutes muito mais eficientes, chutando, portanto, uma % muito maior.
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